segunda-feira, 6 de junho de 2011

Vamos deixar as janelas abertas e deixar o equilíbrio ir embora cair como um saxofone na calçada amarra um fio de cobre no pescoço, acender o intervalo pelo filtro usar um extintor como lençol jogar pólo-aquático na cama, ficar deslizando pelo teto da nossa casa cega e medieval cantar canções em línguas estranhas retalhar as cortinas desarmadas com a faca surda que a fé sujou desarmar os brinquedos indecentes e a indecência pura dos retratos no salão.Vamos beber livros e mastigar tapetes catar pontas de cigarros nas paredes abrir a geladeira e deixar o vento sair cuspir um dia qualquer no futuro de quem já desapareceu Deus, Deus, somos todos ateus. Vamos cortar os cabelos do príncipe e entregá-los a um deus plebeu e depois do começo o que vier vai começar a ser o fim.

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